Conheça os Principais Custos do Transporte Rodoviário no Brasil

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24 de julho de 2017
Para qualquer empresa, entender e conhecer os seus custos são tarefas essenciais para auxiliar na tomada de decisões e na formação do preço de seus produtos/serviços. Para as transportadoras isto não é diferente, já que conhecer os custos do transporte rodoviário de cargas, irá axiliá-los na formação de preços de fretes que sejam adequados para pagar as despesas e obter um percentual de lucro desejado.
Desta forma, conheça a seguir os principais custos no transporte de cargas.

Custo de coleta, entrega e transferência

Os custos de coleta, entrega e transferência, são os custos diretamente relacionados com as atividades do transporte de cargas e são divididos em custos fixos e variáveis.

Custos Fixos

Representam custos que não variam conforme a distância percorrida dos veículos, ou seja, são custos que existem mesmo com o veículo parado e são geralmente calculados mensalmente.
Os custos fixos são compostos por alguns dos seguintes componentes:

 

– Salário do motorista;

– Salário da oficina;

– Licenciamento;

– Reposição do veículo;

– Reposição do equipamento;

– Seguro do equipamento;

– Remuneração do capital empatado, entre outros.

Custos variáveis

Ao contrário dos custos fixos, os custos variáveis variam de acordo com a quilometragem rodada dos veículos.
Os custos variáveis são compostos por alguns dos seguintes componentes:

– Peças e demais acessórios de manutenção;

– Combustível e lubrificantes;

– Pneus, recauchutagens, entre outros.

Despesas indiretas

Conhecidas como despesas administrativas, as despesas indiretas são aquelas que estão indiretamente relacionadas à operação do veículo. Neste caso, variam conforme o volume de carga movimentada e não com a quilometragem rodada dos veículos.
As despesas indiretas estão divididas da seguinte maneira:

– Salários e encargos de pessoas não envolvidas diretamente com a operação do veículo (ex.: administrativo, vendas, comercial, entre outros);

– Despesas necessárias para o funcionamento da empresa (ex.: aluguel, impostos, comunicação, entre outros)

Custos relacionados com o valor

Os custos relacionados com o valor são aqueles referentes à gestão do risco de acidentes, avarias e o gerenciamento de riscos de roubos. Estes custos podem ser divididos em dois grupos:

Custos de gestão de riscos de acidentes e avarias (frete-valor)

O frete valor tem como objetivo agregar um valor para o transporte de mercadorias, sendo composto pelos seguintes itens:

– Indenização por extravios, perdas, danos e riscos não cobertos pelo seguro;

– Administração de seguros;

– Prêmios de RCTRC;

– Segurança interna;

– Seguros de instalações, entre outros seguros.

Custos de gerenciamento de riscos de roubos (GRIS)

Os custos com o GRIS estão relacionados com a segurança da carga (roubo de cargas), e nestes custos estão inclusos:

– Seguros facultativos de desvios de cargas (RCF-DC);

– Salários (ex: horas extras; monitores de equipamentos de rastreamentos e segurança, entre outros);

– Investimentos (ex: sistemas de rastreamentos; reposição de equipamentos, entre outros);

– Custos operacionais de gerenciamento de risco (ex.: bilhetagem, taxas Do FISTEL, escoltas; entre outros)

Outros Custos

Representam todos os custos que não estão relacionados com o volume ou o peso do bem transportado. Alguns destes custos podem ser:

– Custo de permanência de carga (armazenagem): Ocorre quando existe a necessidade da armazenagem de cargas após o quinto dia útil de permanência desta;

– Custo de cubagem: Ocorre quando as cargas possuem baixo peso e lotam os veículos antes de completar o limite de peso das carrocerias;

– Custo de devolução de mercadorias: Este custo ocorre em casos onde a mercadoria acaba sendo devolvida ao destinatário;

– Reentrega, segunda e terceira entregas: São custos adicionais para cada tentativa de entrega da mercadoria;

– Custo de estadia do veículo: São custos gerados quando o veículo permanece parado além de seu tempo limite;

– Custo de Administração das Secretarias da Fazenda: São custos “invisíveis” gerados pelos procedimentos adotados pelas Secretarias de Fazenda dos Estados. Desta forma, existe a Taxa de Administração das Secretarias da Fazenda (TAS) para ressarcir os transportadores.

– Custo de Dificuldade de Entrega: São custos adicionais para entregas que apresentam dificuldades;

– Custos de Restrição ao Trânsito:  São os custos existentes em casos de restrição à circulação de veículos de transporte de carga e/ou à própria atividade de carga e descarga em determinados municípios.

Conhecer os principais custos do transporte rodoviário de cargas é fundamental para que a companhia possa administrar seu capital, realizar cobranças adequadas e até mesmo competir em seu mercado com eficiência. Portanto, vale a pena estar sempre atento a este assunto e acompanhar de perto os custos, já que alguns deles estão sempre em processo de reajustes.
Matéria escrita por Daniel Brasil.

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